5 de set de 2013

O líder motiva?

Pessoas, objetivos e atividades. Cada igreja tem os seus e podem ser bem diferentes uns dos outros. O que não muda, pelo menos em minhas observações em diálogos com pastores e líderes, é o anseio e às vezes, frustração de não contarem com uma equipe engajada para realizarem a visão que Deus lhes concedeu.

Líderes gastam muitos recursos como tempo, dinheiro, energia e dedicação visando motivar as pessoas para agirem e cumprirem objetivos comuns.


Porém, motivação não é algo que venha de fora. Por maior que seja o seu esforço, líder, você não conseguirá motivar a sua equipe de forma consistente e duradoura, a menos que os membros queiram.

Quando bem sucedido, o líder consegue inspirar e influenciar as pessoas – só isso (e tudo isso!). Em relação ao liderado, ele está limitado ao desejo interno que este tenha ou não em realizar.

Motivação é ter um motivo para a ação. Este motivo não vem do líder – só será realizado quando encontra ressonâncias internas no indivíduo.

É o liderado que se permite contagiar e retribuir. Mas só o fará se encontrar significado interno para tal. Com isso quero dizer que quando um liderado encontra motivações próprias para agir, nada o impede. Suas motivações podem ser desde fazer parte de um grupo (conexão), desejo de ser reconhecido e amado (ser aceito), desejo de servir e amar, até status e questões financeiras.
          
         Chamo esses significados de valores. Cada pessoa trabalha e é motivada para atender os seus valores pessoais – sempre.

Buscamos significado nas coisas que fazemos, inclusive você. Agora mesmo, responda: por que está lendo este artigo? Você encontrará um significado que justifique a leitura e esta resposta está intimamente ligada a um de seus valores principais.

Por exemplo: um líder do ministério infantil pode ser dedicado às crianças por diversas motivações:
Se sentir importante, deixar um legado, ser reconhecido, amar ao próximo, servir – mesmo quando não deseja, ser aceito, e por aí vai.

Nosso alvo é – e deve sempre ser – Cristo, que é o Senhor e Salvador de nossas vidas, e a forma e o motivo (o como e o porquê) de o servimos está de alguma forma atendendo aos nosso valores.

Diante disso, convido você a parar por um momento e olhar para a sua equipe, seus liderados e sua igreja. Reflita sobre a motivação interna das pessoas de sua comunidade e contribua para que atendam seus valores a serviço do Reino. Peça auxílio a Deus nesta tarefa.

Dedique-se mais às pessoas do que às atividades; descubra os seus valores, suas motivações internas e desafie-as a atendê-los atribuindo ao Ministério um significado conectado com as motivações de cada um.

Lembre-se: seu papel como líder é inspirar e influenciar – é oferecer significado ao que as pessoas estão envolvidas.


Os membros de nossas igrejas não querem se conectar a eventos ou atividades. Querem se conectar a significados. É isso que os move! É isso que move o ser humano!





Leia também o artigo Viver pelos seus valores.

26 de ago de 2013

Impacte

Apresento um desafio para iniciar sua semana:
Olhe ao seu redor, observe as pessoas e responda: O que eu posso fazer hoje que pode impactar alguém positivamente?

Impactar é simples. Um gesto, uma palavra sincera e construtiva oferecida no momento certo, um apoio...

Apenas comece. Se achar difícil, comece com você mesmo.

Para impactar pessoas, não é preciso fazer coisas grandiosas. Apenas faça ALGO por alguém – esta semana!
Aceita o desafio?

Tenha uma ótima semana!


21 de ago de 2013

Liderança e Coaching

      Liderar é influenciar pessoas para que juntas conquistem objetivos comuns.

Líderes que utilizam o coaching com a sua equipe são considerados líderes melhores.

Eles comportam-se de maneira diferente e contribuem efetivamente para o desenvolvimento dos indivíduos e da equipe e geram melhores resultados para a organização.

Líderes coaches estimulam o aprendizado das pessoas, desafiam e participam ativamente de suas jornadas. Além disso, contribuem significativamente com a organização, uma vez que mantêm o foco no resultado e trabalha com clareza no processo de conquista do mesmo.

O foco do coaching é o Aprendizado e líderes habilitados com esse conhecimento despertam suas equipes para a melhoria contínua, o aprendizado real e aplicado das experiências vividas.

Por outro lado, o líder Coach entende que cada pessoa tem sua identidade e seus talentos próprios, e que produzem melhor e com mais satisfação quando estão desenvolvendo tarefas relacionadas às suas características. Por isso, delegam melhor e conquistam um clima agradável em sua equipe. Líderes coaches são abertos para entender também a insatisfação das pessoas, contratando melhor e deixando-as ir quando não estiverem conectadas com a identidade da organização ou da equipe.

O líder Coach sabe colocar as pessoas certas nos lugares certos e realizando as atividades certas. Isto porque acompanha a rotina de seus liderados e conhece os desafios e conquistas de cada um.


Enfim, o líder Coach é aquele que conhece as pessoas de sua equipe e utiliza intencionalmente as suas características para a satisfação do próprio indivíduo, da equipe e da organização, fornece suporte e desafio para que desenvolvam autonomia e conquista resultados por meio de pessoas. E é principalmente, líder de si mesmo.

Você também pode ser esse líder diferenciado. Você também pode ser um lider coach. Para saber mais, acesse: www.coachingcristao.com ou envie e-mail para saramacedo.coach@gmail.com


31 de jul de 2013

Quarenta livros que fizeram a cabeça dos evangélicos brasileiros nos últimos quarenta anos – Edição 315 | Revista Ultimato

Ricardo Quadros Gouvêa

Toda lista é pessoal, e esta não é uma exceção, mas busquei seguir aqui critérios objetivos: livros que foram campeões de vendagem, citados e debatidos, que influenciaram e continuam influenciando os evangélicos brasileiros, livros muito lidos com alto índice de rejeição, e também os que hoje estão operando uma mudança paradigmática na cultura evangélica contemporânea. Escolhi no máximo um livro por autor e procurei incluir alguma diversidade cultural e de gênero literário, bem como denominacional e teológica, sem que isso nos tirasse do projeto original: listar os quarenta livros que, nos últimos quarenta anos, fizeram a cabeça do povo evangélico brasileiro. Ordenei a lista por ordem de importância: dos livros mais influentes aos menos influentes dentre os quarenta selecionados, independentemente da data. Divirta-se concordando ou discordando, corrigindo meus equívocos e fazendo sua própria lista.

1. “Mananciais no Deserto” -- Lettie Cowman [Betânia]
Não há outro livro mais amado pelos evangélicos brasileiros. Este campeão de vendagem é um livro de leituras devocionais diárias que conquistou nosso país. O livro é, de fato, bom, mas desconfio que a tradução deu uma mãozinha.

2. “Uma Igreja com Propósitos” -- Rick Warren [Vida]
O maior “best-seller” evangélico de todos os tempos é uma catástrofe literária. É ainda difícil calcular o dano que esta obra equivocada causou e ainda irá causar, com sua filosofia de ministério inteiramente vendida ao “Zeitgeist”, propondo a homogeneização das igrejas e um pragmatismo de dar medo.

3. “A Quarta Dimensão” -- David Paul Yonggi Cho [Vida]
Este livro fez mais pelo movimento pentecostal no Brasil do que qualquer televangelista. O testemunho bem escrito do pastor coreano que vive cercado de milagres causou “frisson” até mesmo nos grupos mais conservadores. Seu modo de ver a vida com Deus e o ministério marcaram as últimas décadas.

4. “A Agonia do Grande Planeta Terra” -- Hall Lindsay [Mundo Cristão]
Calcado no pré-milenismo dispensacionalista de Scofield, este “best-seller” apocalíptico empolgou os profetas do fim do mundo no Brasil, com sua interpretação literalista imprudente e seu patriotismo norte-americano acrítico. Lindsay foi o arauto de três décadas das mais absurdas especulações escatológicas em nossas igrejas.

5. “O Ato Conjugal” -- Tim e Beverly La Haye [Betânia]
Sexo é um assunto importante, e o povo ansiava por uma orientação em face da revolução sexual dos anos 60. Daí o sucesso de um livro bem escrito como este, didático e conservador, ao gosto da moral evangélica, mas sem ser inteiramente obtuso. Mesmo assim, muitos o chamaram de pornográfico. Nada mais injusto.

6. “Este Mundo Tenebroso” -- Frank Peretti [Vida]
A ficção convence mais rápido. Revoluções acontecem inspiradas por romances, e não por tratados filosóficos. Peretti, com seu horror cristão, nos ensinou o significado da batalha espiritual nos anos 80, reencantou o submundo evangélico, inspirou pregadores e, o que não é nada ruim, motivou muitos adolescentes a ler obras de ficção bem melhores.

7. “A Morte da Razão” -- Francis Schaeffer [ABU]
A intelectualidade evangélica adotou este livro como alicerce nos anos 70, para enfrentar o existencialismo, o movimento “hippie”, o marxismo e a contracultura em geral. O livro convencia que o cristianismo não era incompatível com o estudo e a reflexão. É um pena que Schaeffer estivesse tão equivocado em suas idéias centrais.

8. “Celebração da Disciplina” -- Richard J. Foster [Vida]
Este clássico da espiritualidade cristã, escrito por um quacre, fez um tremendo sucesso no Brasil a partir dos anos 80. É excelente, mas será que todos que o compraram de fato o leram? Gostaria de perceber uma maior influência das idéias de Foster em nosso povo, mais oração, silêncio, calma, estudo, empenho, enfim, disciplina espiritual.

9. “De Dentro para Fora” -- Larry Crabb [Betânia]
Os livros devocionais evangélicos de viés psicológico ou de auto-ajuda são os títulos que mais vendem. Dentre eles, alguns se destacam não só por serem campeões de vendagem, mas porque são os melhores do gênero. Crabb é o melhor autor do gênero e este é seu melhor livro, que impactou o nosso povo nos anos 90.

10. “Louvor que Liberta” -- Merlin R. Carothers [Betânia]
Este pequeno e poderoso manifesto em forma de testemunho revolucionou, nos anos 70, o louvor e a adoração no Brasil. O bom capelão ensinou a todos nós a espiritualidade da adoração, o poder do louvor, impulsionando as guerras litúrgicas que marcariam a vida de nossas comunidades a partir de então. 

11. “Vivendo sem Máscaras” -- Charles Swindoll [Betânia]
Outro “best-seller” devocional dos anos 90, de viés psicológico e de auto-ajuda, com o vigor característico das obras de Swindoll, escritas a partir de suas pregações. Muitos se sentiram não apenas edificados, mas tocados e transformados.

12. “A Cruz e o Punhal” -- David Wilkerson [Betânia]
Outro opúsculo dos anos 70 que, na forma de um testemunho pessoal, inspirou os jovens evangélicos a uma fé mais comprometida. Curiosamente, não levou as igrejas a um investimento em missões urbanas, idéia que permeia todo o livro. Talvez o Brasil evangélico dos anos 70 não estivesse pronto para missões urbanas.

13. “Crer é Também Pensar” -- John Stott [ABU]
Stott é um ícone no Brasil, um nome respeitado pela sua erudição e sua notável produção literária, apesar de estar invariavelmente sob suspeita de heresia pelos mais neuróticos. O fato é que a qualidade de seus livros varia. Seu excelente “Ouça o Espírito, Ouça o Mundo” merece mais atenção. Já o opúsculo selecionado, tão conhecido desde os anos 70, não tem muito a dizer além do título.

14. “O Senhor do Impossível” -- Lloyd John Ogilvie [Vida]
Outro devocional que emplacou no Brasil nos anos 80, não sem méritos. É o maior sucesso do autor, ainda que inferior a “Quando Deus Pensou em Você”, que o antecedeu. O livro estimula a fé e nos faz mais esperançosos, apesar da teologia rasa.

15. “A Família do Cristão” -- Larry Christenson [Betânia]
Antes de Dobson e tantos outros, Christenson já era “best-seller” nos anos 70. Pioneiro entre os que se pretendem auxiliares da vida familiar cristã, ele foi estudado nos lares por grupos e células, em escolas dominicais etc. Sua eficácia é comprovada.

16. “O Jesus que Eu Nunca Conheci” -- Philip Yancey [Vida]
Os anos 90 assistiram ao aparecimento de um dos mais argutos e estimulantes autores evangélicos de todos os tempos: o audaz Yancey, que começou a apontar para o paradigma emergente em livros como “Alma Sobrevivente”, “Descobrindo Deus nos Lugares mais Inesperados”, “Maravilhosa Graça”, “Rumores de Outro Mundo”, “Decepcionado com Deus” e tantos outros livros excelentes. E o mais conhecido e lido parece ser mesmo “O Jesus que Eu Nunca Conheci”.

17. “O Discípulo” -- Juan Carlos Ortiz [Betânia]
Poucos livros foram tão impactantes nos anos 70 quanto esta obra que, excepcionalmente, não vinha do mundo anglo-saxão, mas da Argentina. Por isso mesmo, Ortiz tinha uma outra linguagem, um discurso que convencia os jovens brasileiros da seriedade e do valor de se tornar mais do que um mero freqüentador de igrejas, um genuíno discípulo de Cristo.

18. “Bom Dia, Espírito Santo” -- Benny Hinn [Bompastor]
O neopentecostalismo brasileiro é, em grande parte, de inspiração norte-americana. Talvez o nome mais importante nesse processo seja o do “showman” evangélico Benny Hinn, que desde os anos 90 assombra os norte-americanos pela televisão com seus feitos espetaculares. Mesmo quem não o leu conhece sua influência no Brasil. 

19. “O Refúgio Secreto” -- Corrie Ten Boom [Betânia]
O testemunho desta nobre senhora holandesa encantou também o Brasil, onde seu livro foi um grande sucesso nos anos 70. Suas aventuras durante a Segunda Guerra Mundial, sob o pano de fundo de sua educação em um lar cristão, são comoventes e inspiradoras. 

20. “A Autoridade do Crente” -- Kenneth Hagin [Infinita]
Hagin foi um divisor de águas no mundo evangélico, pois desde sua influência os crentes “tomam posse”, “determinam”, “amarram” e “exigem”. Uma nova forma de falar se fez presente, o que gerou muitas novas piadas também.

21. “Entendes o que Lês?” -- Fee e Stuart [Vida Nova]
Que bom que um livro sério como este foi tão lido e estudado no Brasil. Trata-se de um compêndio de hermenêutica bíblica sem complicações, em linguagem acessível, adotado por quase todos os seminários e estudado até mesmo nas EBD’s e pequenos grupos. Este livro fez muito pela educação bíblica dos evangélicos brasileiros.

22. “Culpa e Graça” -- Paul Tournier [ABU]
Não há, com raras exceções, psicólogo cristão que não considere este livro um fundamento e um marco do pensamento cristão. Mas ele não se limita a isso, tendo tido considerável influência na teologia evangélica brasileira nos anos 90, preparando nosso povo para o paradigma emergente do século 21. 

23. “Novos Líderes para Uma Nova Realidade” -- Caio Fábio D’Araújo Filho [Vinde]
Este opúsculo foi, se não o mais lido, certamente o mais importante dos numerosos livrinhos do pastor Caio Fábio, fenômeno de popularidade no Brasil nos anos 80 e 90, pastor midiático, influente, contundente, imitado, adorado e odiado. Caio nos ensinou a ver as coisas de outro jeito, e seu legado não vai desaparecer. 

24. “Vida Cristã Normal” (ou “Equilibrada”, na reedição) -- Watchman Nee [Editora dos Clássicos]
O controverso evangelista e autor chinês Nee teve muita influência nos anos 70 e 80, com sua visão mística do que significa ser um cristão evangélico conservador. Este livro foi seu maior sucesso, um comentário de Romanos, ainda que seu livro mais objetivo e claro seja “A Liberação do Espírito”.

25. “É Proibido” -- Ricardo Gondim [Mundo Cristão]
Gondim é um dos melhores e mais polêmicos autores evangélicos contemporâneos. Seus livros, comoEu Creio, Mas Tenho DúvidasO que os Evangélicos (Não) Falam, Orgulho de Ser Evangélico, são sempre interessantes. Nenhum, porém, foi tão influente e marcante como “É Proibido”, um verdadeiro libelo anti-legalista.

26. “Conselheiro Capaz” -- Jay Adams [Fiel]
Adams era uma pessoa muito simpática. Sua escola de aconselhamento cristão é muito antipática. Diferentemente de Crabb, por exemplo, problemas emocionais têm origem fisiológica ou pecaminosa. Por isso, é preciso confrontar as pessoas e insistir na mudança do seu comportamento. Foi um sucesso nos anos 80. Haja behaviorismo! 

27. “Quebrando Paradigmas” -- Ed René Kivitz [Abba Press]
Este livro foi decisivo para que os evangélicos brasileiros começassem a enxergar a outra margem do rio, a margem pós-evangélica do paradigma emergente. Kivitz é um autor surpreendente e notável, de mente dinâmica e arejada, que propõe importantes rupturas e renovações, como em seu outro livro “Outra Espiritualidade”.

28. “O Amor Tem Que Ser Firme” -- James Dobson [Mundo Cristão]
O conhecido “Dr. Dobson” é pensador e autor de grandes qualidades e grandes defeitos. Seus livros, como “Educando Crianças Geniosas”, ajudam famílias e promovem uma espécie de teologia aplicada que merece atenção. Há, porém, muito que não se deveria levar a sério, já que vai contra o que há de mais consagrado na psicologia moderna.

29. “Supercrentes” -- Paulo Romeiro [Mundo Cristão]
O autor de “A Crise Evangélica” tem talento e tem algo a dizer. Seus textos, especialmente o famosos “Supercrentes”, têm apontado para os exageros e enganos de muitas posturas comuns no meio evangélico contemporâneo.

30. “Cristianismo e Política” -- Robinson Cavalcanti [Ultimato]
Trata-se de um clássico. Este livro está nas origens de toda reflexão política evangélica. Robinson é importante por outras questões, como seus livros sobre sexualidade (“Uma Bênção Chamada Sexo”, “Sexualidade e Libertação”), mas sua contribuição permanente é o estímulo que deu à reflexão política evangélica.

31. “O Evangelho Maltrapilho” -- Brennan Manning [Mundo Cristão]
Não há outro autor mais importante no meio evangélico nos últimos dez anos do que Brennan Manning. Seus livros devocionais, como “O Impostor que Vive em Mim”, “A Assinatura de Jesus”, “O Obstinado Amor de Deus”, estão transformando radicalmente a maneira como os evangélicos entendem a vida cristã. Eu fico muito grato.

32. “O Pastor Desnecessário” -- Eugene Peterson [Mundo Cristão]
Peterson é muito estimado no meio evangélico brasileiro e um dos autores mais bem avaliados dos últimos tempos. Responsável por projetos como “The Message” (excelente paráfrase bíblica), tem nos galardoado com obras como “Corra com os Cavalos”, “A Oração que Deus Ouve”, “A Vocação Espiritual do Pastor”, “Transpondo Muralhas”, entre outros. Selecionei o que talvez seja o mais importante.

33. “Poder Através da Oração” -- E. M. Bounds [Batista Regular]
Nos anos 70, quando não havia ainda bons livros sobre oração, como o de Richard Foster ou o de Eugene Peterson, os livros de Bounds sobre oração circulavam de mão em mão, trazendo avivamento às igrejas. Hoje Bounds está quase esquecido. Quase.

34. “Cristo é o Senhor” -- Dionísio Pape [ABU]
No fim dos anos 60 e começo dos anos 70, o nome de Pape se destacava pela espiritualidade, profundidade e sucesso ministerial. Seu opúsculo “Cristo é o Senhor” levou muitos à consagração e ao ministério. 

35. “O Caminho do Coração” -- Ricardo Barbosa [Encontro]
Barbosa (junto com Osmar Ludovico, James Houston e outros) é responsável pelo retorno ao interesse pela mística cristã em nosso país. Seus livros nos ensinam uma outra atitude não somente em relação à vida, mas também em relação à teologia. Uma atitude contemplativa. 

36. “O Novo Testamento Interpretado” -- R. N. Champlin [Hagnos]
Não privilegiei obras teológicas e comentários bíblicos nesta lista porque tais livros, em geral, não vendem bem e sua influência é pequena. Uma exceção precisava ser feita em relação ao favorito das bibliotecas. O empenho exaustivo de Champlin precisava ser lembrado, pois ainda vende bem e é o comentário primordial dos evangélicos.

37. “Icabode” -- Rubem Martins Amorese [Ultimato]
Este livro pode não ter sido tão lido quanto é citado, mas definiu um novo tipo de reflexão cristã no Brasil, que propõe diálogo com a cultura em outro nível que não o da evangelização, e sim o da discussão de valores e princípios que podem levar nossa sociedade para um patamar melhor ou pior. É uma boa influência.

38. “A Bíblia e o Futuro” -- Anthony Hoekema [Cultura Cristã]
Este estudo do Apocalipse cresceu em importância no Brasil em uma época em que quase não havia obra que fizesse uma defesa do amilenismo, apesar dos pouco conhecidos esforços de Harald Schally. O livro provocou conversões em massa a partir dos anos 80, e a escatologia nunca mais foi a mesma no Brasil.

39. “Cristianismo Puro e Simples” -- C. S. Lewis [Martins Fontes]
Também conhecido como “Mero Cristianismo”, a busca de Lewis pelo denominador comum da fé cristã impacta brasileiros desde os anos 70. Seleciono o livro simbolicamente, já que Lewis não poderia ficar de fora, seja por causa de “Os Quatro Amores”, “Milagres”, “Cartas do Inferno” ou “As Crônicas de Nárnia”.

40. “A Mensagem Secreta de Jesus” -- Brian D. McLaren [Thomas Nelson]
Em 2007 o leitor evangélico brasileiro foi surpreendido por este livro do mesmo autor de “Uma Ortodoxia Generosa”. Fiquei admirado ao ver como todos passaram a conhecer e a comentar a obra de McLaren, que representa melhor do que ninguém o paradigma teológico evangélico emergente. Não dá pra não ler.


• Ricardo Quadros Gouvêa é ministro presbiteriano e professor de teologia e de filosofia.

Quarenta livros que fizeram a cabeça dos evangélicos brasileiros nos últimos quarenta anos – Edição 315 | Revista Ultimato

17 de jul de 2013

Falta tempo?


 Não me lembro de um processo de Coaching em que um cliente não tenha se queixado da falta de tempo!
Todos conhecemos os impactos da vida moderna, especialmente em grandes metrópoles, e todos temos 4 ou 5 queixas sobre a escassez do Tempo.

O que a maioria não sabe, no entanto, que tempo é um assunto simples. Trata-se de uma questão de estabelecer prioridades.

Quando se estabelece prioridades claras e significativas, todas as outras coisas diminuem seu valor e sua urgência, e conseguimos caminhar com clareza para os objetivos que desejamos de forma mais suave e saudável, sem distrações vãs.
Por Sara Macedo



O que é mais importante para você? O que precisa priorizar para chegar onde deseja? 
E principalmente, o que você escolhe priorizar hoje para poder dizer "Valeu a pena" quando chegar a velhice?


Tempo – uma questão de prioridade!

5 de jul de 2013

É tempo de quê?

Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu:


Tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e Tempo de arrancar o que se plantou,
Tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e Tempo de construir,
tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e Tempo de dançar,
Tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de abraçar e tempo de se conter,
Tempo de procurar e tempo de desistir, tempo de guardar e tempo de lançar fora,
Tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar,
Tempo de amar e tempo de odiar, tempo de lutar e tempo de viver em paz.


O que ganha o trabalhador com todo o seu esforço?


Tenho visto o fardo que Deus impôs aos homens.
Ele fez tudo apropriado a seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim este não consegue compreender inteiramente o que Deus fez.


Descobri que não há nada melhor para o homem do que ser feliz e praticar o bem enquanto vive.
Descobri também que poder comer, beber e ser recompensado pelo seu trabalho, é um presente de Deus.


Sei que tudo o que Deus faz permanecerá para sempre; a isso nada se pode acrescentar, e disso nada se pode tirar. Deus assim faz para que os homens o temam.
Aquilo que é, já foi, e o que será já foi anteriormente; Deus investigará o passado.
Descobri também que debaixo do sol: No lugar da justiça havia impiedade, no lugar da retidão, ainda mais impiedade.


Pensei comigo mesmo: O justo e o ímpio, Deus julgará a ambos, pois há um tempo para todo propósito, um tempo para tudo o que acontece.
Também pensei: Deus prova os homens para que vejam que são como os animais.
O destino do homem é o mesmo do animal; o mesmo destino os aguarda. Assim como morre um, também morre o outro. Todos têm o mesmo fôlego de vida; o homem não tem vantagem alguma sobre o animal. Nada faz sentido!


Todos vão para o mesmo lugar; vieram todos do pó, e ao pó todos retornarão.


Quem pode dizer se o fôlego do homem sobe às alturas e se o fôlego do animal desce para a terra?


Por isso concluí que não há nada melhor para o homem do que desfrutar do seu trabalho, porque esta é a sua recompensa. Pois, quem poderá fazê-lo ver o que acontecerá depois de morto?

Eclesiastes 3:1-22 (NVI)

22 de abr de 2013

Palestra Liderança Cristã


Leve para a sua igreja a palestra Liderança Cristã! 

Fortaleça sua equipe de liderança e ainda contribua com obras sociais (o ingresso é solidário).

Para saber mais, ligue (11) 98074 9849 Oi ou (11) 97012 5663.
Ou ainda, envie e-mail para saramacedo.coach@ig.com.br.



15 de mar de 2013

De graça


       Depois de algumas semanas sem postar novos artigos, estava eu a procura de um assunto do qual desejasse escrever hoje. Tinha que ser algo que me tocasse e inspirasse. E encontrei em mim mesma o fio que teceu o texto que se segue.

     O mundo competitivo de hoje, em que precisamos sempre ser os melhores, os mais rápidos, mais espertos, mais tudo, tem nos deixado automáticos demais. Buscamos coisas sem saber direito o porquê, nem o que ganharemos quando chegarmos lá (lá onde?).
      
     Queremos conquistar as coisas pelo mérito e a sociedade exige de nós algo que não somos: perfeitos.
Pois bem, hoje quero compartilhar minha experiência pessoal nesse assunto. 

     Cresci como uma garota normal, cristã praticante, trabalhadora, com princípios éticos muito claros e fortes e... perfeccionista, isto é, fazia tudo da forma mais impecável possível, buscando ser merecedora do reconhecimento do chefe, da família, dos amigos etc. O problema é que, obviamente, isso nunca foi suficiente nem para os meus critérios, nem para os da ‘sociedade’.

        Então, conforme a maturidade e o estudo da Bíblia iam se consolidando em minha história, fui percebendo que as coisas não funcionavam bem assim.
        
        Primeiramente, disparou um ‘clic’ em mim quando entendi que a ‘sociedade’ sou eu. Eu sou a sociedade que quero que exista no mundo. Não posso dar às pessoas o direito (ou dever) de ditar como a sociedade em que eu vivo deve se comportar. Eu devo ser a sociedade que quero viver para contagiar as pessoas ao meu redor.

       E em segundo lugar, e mais importante, fui envolvida pela mensagem maravilhosa da Palavra de Deus que diz que “nós somos salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de nós, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie” (parafraseado de Efésios 2:8-9).
      
        Não existe nada – NADA – que eu faça que consiga merecer o amor de Deus. Por mais que eu tente acertar, sempre acabo errando em alguma coisa. Mas a grande mensagem do Evangelho é que eu ser imperfeita não faz a menor diferença para que Deus me ame. E se Ele me ama assim mesmo – e a você e a qualquer outro ser humano – tudo o que eu posso (podemos) fazer é amá-lo, me render e mostrar as outras pessoas esse amor.

        Essa mensagem, a da Graça, me libertou. Ela me lembra que não preciso mais ser egoísta – já posso amar. Não preciso mais competir – sou livre para cooperar, construir. Não preciso mais ser orgulhosa – a graça me alcança assim mesmo. E posso enfim buscar ser o que Deus planejou para mim – sem as imposições da sociedade.

Estamos na época da graça e não mais da Lei, das regras, do merecimento. A graça me ensina a amar as pessoas e não julgá-las pelos seus méritos ou deméritos – eu também tenho os meus. A graça me ensina a perdoar os erros dos outros, porque reconheço que eu mesma erro, eu mesma não mereceria ser perdoada – mas fui. Na graça, existe tolerância, amor, aceitação das pessoas apesar de seus erros. Eu mesma preciso ser tolerada, amada e aceita, apesar dos meus erros. E se Cristo – o perfeito – faz tudo isso por mim, quem sou eu que não queira fazê-lo? É Ele quem me dará condições para isso.

          Existe um equívoco no entendimento da maioria de nós em relação à Graça e a salvação. Geralmente entendemos que precisamos ser perfeitos e fazer tudo certo para conquistarmos a salvação, a redenção – chegamos a ficar ansiosos por não conseguirmos. 
Mas a mensagem de Cristo é totalmente inversa. Ele nos dá essa redenção de Graça, mesmo sem merecermos. O que nos atrai a Ele é justamente a sua graça e não os nossos atos. E esse amor é tão grande, que cria um novo paradigma irresistivelmente prazeroso: tendo recebido essa graça, eu preciso, eu desejo parecer-me com Ele. E o que está dentro de mim transbordará de tal forma que minhas atitudes serão coerentes com o que a Palavra ensina.

Para finalizar, quero reforçar o cerne da questão para deixar bem claro:
O paradigma de Cristo é: eu não sou merecedora e por isso recebo a Graça (nunca daria conta para alcança-la). Eu recebo a Graça e por isso busco fazer o melhor, olhando para Cristo – meu alvo, levantando sempre que cair pois Ele me ampara e corrige, dedicando minha vida a contribuir com as pessoas por meio dos meus talentos e da minha identidade.

Convido você a fazer o mesmo, independente da religião que professa. Experimente receber essa Graça, essa liberdade de ser quem você é, livre da obrigação do merecimento e alcançado pela liberdade de ser a melhor versão de si mesmo, deixando Deus mostrar-se através de você. É maravilhoso!

Grande abraço,